Conversa de Botequim

Uma visão desfocada da realidade do mundo

Archive for the ‘Geral’ Category

O reino das formigas

Posted by José Eduardo Coutelle em 15 julho, 2009

Muitas vezes me pergunto: “Será mesmo que o homem é este ser altamente evoluído que dizem os cientistas e religiosos?”. Se os primeiros apontam que nós somos o resultado de todo um processo evolutivo, no qual os seres vivos passaram por vários milhares de anos para atingirem a capacidade e a razão, resultando assim no homem contemporâneo, os religiosos dizem que somos um produto acabado, perfeito e que todo este universo é destinado para o nosso gozo.

Tenho minhas dúvidas referentes a qualquer análise simplista e religiosa. Em primeiro lugar: nunca devemos desconsiderar a natureza. E dizer que somos os únicos seres racionais e inteligentes é uma afirmativa muito perigosa. Conheço cães que são mais capazes que muitas pessoas por aí.

Esta breve introdução se deve ao episódio que ocorreu hoje à tarde, mais precisamente às 2h 30min, na fila do nosso querido Banrisul. Como de praxe, a fila estava longa e lenta, de dar voltas. Ops… aí está a questão de toda essa dissertação sobre a natureza humana. A fila não dava voltas. Ela parecia mais um longo duto inflexível. As linhas que marcavam o chão eram irrelevantes. Parece tão óbvio. Certamente, formigas conseguiriam cumprir essa difícil missão de ficarem entre as linhas amarelas do chão, como em uma carreira. E ainda dizemos que elas são tão inferiores a nós.

O episódio parecia até cômico. Entrei na fila e tentei ajustá-la. Tentei formar o carreiro, fazer a curva. Contudo, fui vencido. As pessoas me olhavam desconfiadas. “Que esse cara quer? De certo está fazendo isso para passar na nossa frente.” Sim, aquelas pessoas mais pareciam galinhas desnorteadas do que seres humanos pensantes. Não deu outra. A fila quase adentrava a porta giratória do banco. Pessoas se empurravam para entrar e sair, espremendo-se umas nas outras. E quando parecia que a coisa ia melhorar, quando a fila andava, e estava quase chegando ao limite da demarcação das linhas amarelas encravadas ao piso, chegava um imbecil, certamente resultado da evolução de uma galinha, e em vez de seguir “labirinto”, se colocava novamente para detrás do último, em direção da porta.

Deste relato seguem algumas possibilidades de análise. Uma seria considerar que pessoas não gostam de ficar em colunas. Outra hipótese seria que estas mesmas não aceitam estar presas entre linhas amarelas no chão. Talvez se sintam apertadas dentro delas. Muitas pessoas podem ser claustrofóbicas, e a simples possibilidade de pensar estarem presas pode causar sérios danos psicológicos. Caso este seja o motivo, facilmente podemos resolvê-lo entrando em contato com o gerente e pedindo que as linhas amarelas compreendam o espaço de um casal de hipopótamos copulando, ou um perna e meio (medida moderna de distância, aplicada em ilhas próximas da Sbórnia). Uma terceira hipótese ainda seria que as pessoas sintam-se intimidades de tomar uma atitude em frente a outras tantas, sendo mais fácil ficar atrás de última pessoa. “Afinal, se o cara que chegou antes não fez nada, porque eu vou fazer”, diria um. Mas a alternativa mais ignóbil e atraente ao mesmo tempo, seja que essas pessoas simplesmente não têm capacidade intelectual de formar uma fila. E ainda dizem que as formigas são seres atrasados.

Posted in Cronica, Geral | 3 Comments »

Vampiros

Posted by José Eduardo Coutelle em 14 julho, 2009

Para acabar com essa mania de vampirinhos românticos que só chupam sangue de rato, ficam fazendo juras de amor e andam em carros conversíveis, vou mostrar um relato extraído de uma nota explicativa de rodapé do livro Romance de uma Rainha, de Rochester. Leia a descrição à seguir:

Continue lendo »

Posted in Geral, Literatura | 3 Comments »

Acidentes

Posted by José Eduardo Coutelle em 13 julho, 2009

Foram cinco anos e meio pegando o ônibus praticamente todas as noites para a Unisinos e poucas coisas emocionantes aconteceram nesse período. Digamos que ser parado pela Polícia Rodoviária Estadual e ficar estacionado no acostamento da RS-118 não é um grande exemplo de “coisas emocionantes”. A fiscalização sempre nos parava nos dias de prova na Avenida Unisinos, só para deixar o momento mais tenso. Éramos sempre fisgados como peixes, e a fiscal, com seu tradicional batom vermelho, pedia todos os documentos para o Lauri’s Hamilton, o nosso motorista.

Agora, emoção mesmo aconteceu numa noite fria, no qual pairava uma leve brisa no ano retrasado. Já tínhamos vencido toda a FreeWay e a RS-118. Acabávamos de entrar no BR-116, próximo a cidade de Sapucaia. A noite estava fria, e havia um chuvisco intermitente. Aquele desgraçado chuvisco que só serve para incomodar o motorista, pois não há velocidade do limpador de pára-brisa que se encaixe. Foi nesse clima que aconteceu o ocorrido.

Já devia ser quase 7h da noite, e a maioria dos passageiros/estudantes estavam dormindo. A noite era escura. A pista estava movimentada e escorregadia. Vínhamos em alta-velocidade pela pista da esquerda. Acordei-me assustado com o barulho dos freios. Existem vários estágios do grito do freio, e só quem passou por um acidente, por mais banal que ele seja, reconhece. Primeiro, começa com o som tradicional do pneu raspando o chão. Depois de uns três segundos, o seu grito aumenta umas três oitavas, e torna-se assustador como um berro de javalis sendo comidos vivos por ursos. Nesse momento tu já sabes do inevitável. Na velocidade em que estávamos não pararíamos. Minha reação foi empurrar o banco da frente com os pés e proteger a cabeça com as mãos. A colisão era certa, e não sabia em que iríamos bater. Este segundo durou uma eternidade na minha cabeça. Sim, talvez o segundo mais longo da minha vida. Instantes depois, a pancada. Não sofri nada. Estava preparado para ela. Batemos a uma velocidade bem lenta. Os freios não suportaram a pista molhada.

O fato foi o seguinte. Um carro que seguia a mesma direção que nós na 116 deu sinal que dobraria a esquerda. O caminhão que vinha na nossa frente freou bruscamente e conseguiu parar. Nós não. Acertamos a traseira do caminhão, que depois viemos saber que era um caminhão que transportava combustível. Sim, combustível. Se batêssemos mais forte, e a colisão rompesse, de alguma forma, o tanque do caminhão, certamente no outro dia sairia uma nota na Zero Hora comentando o terrível acidente no qual vitimou cerca de 25 estudantes e um motorista. “Um rapaz não identificado, tentou quebrar a janela lateral do ônibus com o martelo que fica preso a ela, mas antes que conseguisse todo o ônibus já se encontrava em chamas. Motoristas disseram que a explosão se deu de forma muito rápida. ‘Vi um rapaz desesperado tentando salvar sua vida e de seus colegas. Sua expressão era horrível. Nunca vou esquecer aquele rosto’, disse Paulo Fernandes, motorista que presenciou o acidente.”

De fato, o estrago foi pequeno. O vidro da frente se rachou no meio. O pára-choque foi quem sofreu mais. Já os estudantes, poucos tiveram algum dano. A marca maior é psicológica. Nesses últimos meses nunca mais consegui dormir tranquilo na estrada. Quando o ônibus freava, sempre aguardava aquele som indistinguível e o choque. Contudo, nunca tivemos outra colisão assim. Eu, pessoalmente, fui vitimado devido a afobação do nosso motorista em outra ocasião. Mas isto já é outra história.

Posted in Geral | 2 Comments »

Maldito tempo

Posted by José Eduardo Coutelle em 9 julho, 2009

Esta quinta de noite está completando o quarto dia consecutivo de chuva intermitente aqui em Santo Antônio. Sinto-me como se estivesse em Londres, considerando apenas o clima, é claro. Faz também exatos quatro dias que uma maldita gripe assola o meu organismo. Se houvesse uma competição mundial de produção de muco, eu venceria facilmente. E como aguentar essa umidade? As paredes perecem estar vivas. Fios de água escorrem por elas dando uma sensação de movimento. Meus amigos inseparáveis chamam-se Sorinan e Superhist. Descobri que tomando dois Superhists juntamente com uma xícara de café eu fico parcialmente chapado. Acredito que seja o mesmo efeito do antidepressivo.

A previsão do tempo diz que domingo fará sol. Nunca li tanto na minha vida como nesses quatro dias. Só ontem, foram 150 páginas do livro Reino do Medo, de Hunter Thompson. Espero terminá-lo amanhã, caso continue chovendo.

Não sei como os eslavos conseguem sobreviver. Imagina um eterno clima frio e úmido. Eu não devia ter nascido no sul. Meus pulmões são fracos, e qualquer inversão de tempo já fico gripado. Vou tomar mais um Superhist. Preciso relaxar.

Posted in Geral | Leave a Comment »

Mais uma data sem sentido

Posted by José Eduardo Coutelle em 6 janeiro, 2009

O que diferencia o homem moderno do homem primitivo? Essa é uma pergunta que me faço há um bocado de tempo. Racionalizando, percebe-se que a principal e talvez única diferença seja aquilo que nos rodeia: a tecnologia. A essência do ser humano não mudou nada. Continuamos vivendo para comer e dormir, da mesma forma que o velho homem Neandertal. Constatei este fato na festa de Réveillon deste ano. Nosso instinto carniceiro foi reavivado com uma ceia baseada em muita carne e cerveja para entorpecer a nossa mente. Isto é comemorar o nascimento dum novo ano. Beber e comer como glutões bárbaros faziam a dezenas de séculos.

Certamente, não passou nem por um segundo na cabeça das mais de 40 pessoas que estavam na festa o sentido real daquela data. Dia 1º de janeiro: o dia Mundial da Paz. Esse seria o dia perfeito para encher a cara e comer como se fosse a última refeição. Pois eu, depois de saciar alguns pecados capitais mais básicos e tentar outros, fui refletir sobre a minha vida assistindo o nascer do sol do primeiro dia do ano na beira do mar. Estive cara a cara com o senhor astro maior. Aquele que conhece todas as nossas falhas; Aquele que assistiu todos os grandes eventos gerados pelo homem em toda a sua existência. E foi com os primeiros raios ígneos de luz do ano que confessei todas as angústias do meu coração, e pedi um pouco de paz para agüentar mais um ano de vida.

Tudo isso não faz de mim nada de especial, e nem mais ou menos humano. Apenas digo que estou atrás de algo além de comer e dormir; De suprir as necessidades fisiológicas que qualquer animal tem. Talvez esteja atrás daquilo que nos torna humano, que certamente não é a razão. Assim termino mais uma postagem assinando o que pode ser concebido como minha confissão de mea culpa.

Posted in Cronica, Geral | Leave a Comment »

Idéia para um possível assalto a banco

Posted by José Eduardo Coutelle em 10 dezembro, 2008

Hoje, pela manhã, tive, infelizmente, de ir ao Banrisul. A fila estava pequena, praticamente não existia, contudo havia apenas dois caixas. Uma jovem moça e um rapaz estavam sendo atendidos. Passados 10 minutos, a fila crescia, e a dupla continuava parada em frente aos caixas. 15 minutos e nada. O que se pode fazer quando se está parado numa fila de banco? A resposta é: nada. Uma possibilidade é tentar traçar o perfil das pessoas que estão na tua frente. No meu caso, havia uma jovem com uma camiseta comemorativa de Crisma, tipo aquelas que fazemos quando nos formamos no segundo grau, com o nome dos colegas nas costas. Certamente, ela estava rezando para que a vila andasse depressa. À frente, estava um senhor de meia idade de camisa xadrez, e um jovem executivo. A primeira da fila era uma mulher com seus 40 anos, loira, mas ainda muito atraente. Estava extremamente impaciente, e já começa a expressar a sua indignação.

É com esse clima que as más idéias brotam. A fila continuava parada. 20 minutos se passaram e o casal continuava ocupando os únicos dois caixas. Nesse ínterim, eu distraído, ou melhor, impaciente olho em direção da porta do banco e vejo uma pessoa deficiente física, com duas muletas entrando no banco. O alarme da porta giratória soa. O guarda, constrangido, a libera, e o senhor, visivelmente coxo a atravessa com dificuldades. Todos o olham com certa piedade, e sedem seu lugar na fila.

Então surge essa terrível idéia na minha cabeça. E se o senhor coxo, na verdade fosse um assaltante? Ele usaria as muletas para distrair os vigilantes e justificar o alarme, enquanto dentro de seu casaco ou sobretudo, dezenas de armas estariam guardadas. Os seus comparsas estariam na fila. Talvez a jovem crismada fosse um excelente disfarce para uma sanguinária assassina. Que plano perfeito. Eu até agradeceria se eles matassem os desgraçados que me fizeram esperar 20 minutos na fila.

Posted in Cronica, Geral | Leave a Comment »

Radiohead no Brasil

Posted by José Eduardo Coutelle em 7 dezembro, 2008

Uma das maiores bandas do Rock da atualidade estará no Brasil, e a barreira da distância e da grana me separam dela. Radiohead vem pela primeira, e talvez a última, vez ao território canarinho promover seu último disco, In Rainbows. Os ingressos custam 200 “pilas”, e infelizmente, se apresentarão apenas em São Paulo e Rio de Janeiro.

Revendo os custos totais da empreitado, vejo que a situação é totalmente inacessível para um estudante de jornalismo desempregado. Viagem de avião nem pensar. Precisaria de no mínimo uns R$ 400. Talvez ônibus, mas ainda sim estrapolaria o meu orçamente, que já está previsto até o verão de 2014. A única saída seria conseguir carona. Diariamente, muitos caminhoneiros de Santo Antônio – minha cidade – fazem frete para a capital financeira do Brasil. Acho que não haveria grande perigo em entrar na boléia dum caminhão até São Paulo. Ainda teria a chance de conhecer vários prostíbulos no caminho, e tomar cafés exageradamente adoçados nas conveniências de postos de gasolina. O principal perigo é ser devorado por alguma cratera sanguinolenta  e com instintos psicopatas da mal intencionada 101, em algum lugar aos arredores da submersa Santa Catarina.

A estada não será um grande problema. Existem vários albergues para mendigos em São Paulo, caso todos os viadutos já estiverem ocupados. Em última instância ainda, posso recorrer o pouso ao meu irmão que mora na cidade. Restou somente o gasto com alimentação agora, fora o ingresso. Acho que consigo viver uma semana com uma dieta balanceada de broa de milho e água.

Só me faltam os 200 pilas da entrada então. Nem pedir dinheiro na Unisinos como meu colega Rodrigo Dias fez posso, pois praticamente já acabaram as aulas. Não sei se sou humilde – ou cara de pau mesmo –  o sufuciente para pedir esmola na rua. Assim, só me resta comprar uma arminha d’água e tentar assaltar as velhinhas quando forem sacar o seu décimo terceiro.

Posted in Geral | Leave a Comment »

Cascavelletes no programa da Angélica

Posted by José Eduardo Coutelle em 4 dezembro, 2007

Nao tenho como descrever. Só vendo. Assistam o vídeo em que os Cascavelletes se apresentam no programa da Angélica…. aquele antigo programa infantil que passava na Rede Manchete. É imperdível. Imagino o sofrimento e desespero do produtor enquanto via o Júpiter Maçã cantando “eu quis comer voce” para milhares de crianças.

Posted in Geral | 1 Comment »

Reforma inacabada do cemitério recebe o 20° corpo

Posted by José Eduardo Coutelle em 18 outubro, 2007

Santo Antonio da Patrulha, cidade da região metropolitana de Porto Alegre, não tem espaço para novos corpos em seu cemitério

MapaNa quinta-feira, dia 18 de outubro, foi ocupado o vigésimo nicho – gavetas onde são colocados os corpos – da obra de ampliação inacabada do cemitério público de Santo Antonio da Patrulha, RS. Os corpos estão sendo enterrados ao som de betoneiras. Mestre de obra, pedreiros e serventes estão presentes ao ato fúnebre. Coroas de flores e carrinhos de mão com tijolos e argamassa se confundem dentro do mesmo cenário. (Clique no mapa e veja o trajeto de Porto Alegre ao cemitério em Santo Antônio no Google Maps.)

 

Obra de ampliaçao do cemitérioDentro de alguns dias, o sofrimento de quem perdeu um ente querido vai se tornar um pouco menor. Isso devido à ampliação e disponibilidade de túmulos no cemitério municipal da cidade, localizado no bairro Cidade Alta. Há algum tempo que ele estava lotado e muitas pessoas tiveram de ser enterradas em outras localidades. Apesar de a reforma não estar concluída, alguns corpos já foram dispostos nas novas gavetas.

 

Equipamentos de obraA prefeitura de Santo Antonio da Patrulha está construindo 55 novos nichos ou também conhecidos como módulos. Eles são dispostos de modo vertical, em colunas e linhas. Ao todo, a reforma conta com onze colunas e cinco linhas. A obra tem prazo de 90 dias trabalhados para ser finalizada. Deles são descontados os fins de semana e os dias chuvosos. A obra já atingiu cerca de 90% da sua construção.

 

Um dos motivos apontados para a falta de espaços no cemitério é o fato de as pessoas poderem comprar vários nichos. Essa questão foi resolvida recentemente de modo que agora só se pode efetuar a compra apresentando o atestado de óbito.

 

A demanda por túmulos é muito grande na região. Um pavilhão ao lado do novo já foi construído e, 2006, comportando 20 nichos. Todos já estão ocupados. Uma nova ampliação já foi aprovada e está à espera de licitação. Ela terá 45 novos módulos, dispostos em nove colunas e cinco linhas. Assim que for conhecida a empresa construtora inicia-se a obra.

 

Túmulo ocupado

 

Caso não seja repensada a questão do cemitério, logo haverá a necessidade de mais vagas. Um fato é certo: pessoas continuarão morrendo e conseqüentemente haverá a necessidade de enterrá-las.

..

Clique aqui e veja como chegar, partindo de Porto Alegre, ao cemitério de Santo Antonio da Patrulha pelo Google Earth.

Posted in Geral | Leave a Comment »

Produção colaborativa no IG

Posted by José Eduardo Coutelle em 27 setembro, 2007

O portal do IG tem melhorado as suas relações com os usuários. Há pouco tempo atrás, um dos únicos mecanismos de interação entre site e usuário eram a opção “ajuda” e “email”.
O IG permite que usuários façam comentários das notícias publicadas pelo Último Segundo (setor de jornalismo que produz e seleciona as matérias que são publicadas). Os comentários são inseridos ao pé da matéria, em uma caixa separada.

Além desta ferramenta de interação – digamos, um tanto precária – o site conta atualmente com uma seção chamada “Eu na web”. Lá, o usuário cadastrado pode publicar fotos, vídeos, e ainda produzir matérias. O “Eu na web” é feito praticamente apenas com informações vindas de usuários. A pergunta é: como ele é gerenciado? Na seção não há ranqueamento; os textos não recebem notas, apenas comentários. Outros recursos da web 2.0 são desconsiderados como hiperlinks e hipertextos. As matérias são assinadas, mas segundo o termo de contrato, os direitos autorias passam a pertencer ao portal.

A internet está paulatinamente se adaptando aos novos recursos que o meio permite. O usuário, aos poucos, está se transformando em co-produtor. Contudo, no Portal do IG as matérias produzidas pelos usuários são, na sua maioria, cópia de notícias já publicadas. Estes usuários não fazem papel de jornalista, mas sim de indicadores. Outro fato importante é a distinção entre notícias feitas por usuários e por profissionais. Ainda há barreiras e distinções entre produto colaborativo e a forma tradicional.

Posted in Geral | Leave a Comment »