Conversa de Botequim

Uma visão desfocada da realidade do mundo

Tudo seria questão de sorte?

Posted by José Eduardo Coutelle em 13 janeiro, 2008

O que é o mais importante para o ser humano? Inteligência, capacidade, educação ou instrução? Tudo isso são fatores conquistados com muito ardor em um longo período de tempo. Estudamos para sermos superiores aos outros, mais poderosos. Isso é uma questão obvia: quanto maior a capacidade de alguém, maior será o seu poder sobre o outro. Mas isso não é tudo. Como já escrevi em um artigo anterior, a coragem é uma das grandes qualidades do homem. Sem ela, não se poderia tomar as decisões mais ousadas que fazem à sociedade crescer.

Contudo, expondo todas essas qualidades possíveis apenas para os seres pensantes, percebo a ausência da talvez mais importante: a sorte. Sem ela tudo poderia dar errado. Justamente está aí o ponto da minha maior inquietação: todas as qualidades anteriores se podem conquistar. A sorte está aquém da compreensão humana. Algo quase sobrenatural, religioso ou filosófico. A pergunta é: porque uns tem mais sorte que os outros? Em que consiste a sorte? O que é a sorte? Nosso mundo seria justo quando ele oferta sorte em abundancia para uns e a nega para outros? A sorte consistiria em um mero acaso ou existe uma força maior que a determina, que tenta fazer justiça de forma indireta?

Isso tudo se aplica no meu caso. Eu teria tido ou não sorte neste domingo (13)? Tudo começou quando meu irmão pediu-me para levá-lo a rodoviária para ele pegar o ônibus para São Leopoldo, cidade na qual reside. Ao chegar à rodoviária ele percebe que esqueceu o celular na casa da sua mãe (na qual eu resido). Tendo ainda cinco minutos para a partida do ônibus, voltamos até em casa, pegamos o celular e novamente nos deslocamos para a rodoviária. Sorte ou destino, mal chegando lá, o ônibus já tinha arrancado. Saímos em uma louca perseguição para fazê-lo parar. Eu estando a uma alta velocidade, sem sinto e fazendo ultrapassagem em lugar proibido sou parado pela Polícia Rodoviária Estadual e multado pelas duas últimas infrações acima citadas. Tentei argumentar com o policial. O ônibus estava parado em uma rótula logo na nossa frente. Contudo o oficial não me deu ouvidos.

Com esse exemplo volto à questão da casuística. Tudo aconteceu porque meu irmão esqueceu o telefone em casa. Não somos criminosos sanguinários. Apenas perdemos o ônibus. Quem determina quem perderá o ônibus? Será tudo conseqüências lógicas das ações humanas ou tudo é uma questão de sorte?

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