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	<title>Conversa de Botequim</title>
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	<description>Uma visão desfocada da realidade do mundo</description>
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		<title>Conversa de Botequim</title>
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		<title>Ponto Final</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 13:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Eduardo Coutelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia/Reportagem]]></category>

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		<description><![CDATA[No ano passado, escrevi uma reportagem sobre suicídio para a revista Primeira Impressão, produzida pela cadeira de Projeto Experimental em Revista, e orientada pela professora Thaís Furtado (para ver a versão original da revista clique aqui). Este texto renasce devido e sua reedição, com intuito de concorrer ao prêmio de melhor Reportagem Impressa, no SET [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=95&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No ano passado, escrevi uma reportagem sobre suicídio para a revista Primeira Impressão, produzida pela cadeira de Projeto Experimental em Revista, e orientada pela professora Thaís Furtado (para ver a versão original da revista <a href="http://portal3.com.br/wp/wp-content/uploads/2008/12/038-a-043.pdf" target="_blank">clique aqui</a>).  Este texto renasce devido e sua reedição, com intuito de concorrer ao prêmio de melhor Reportagem Impressa, no SET da PUC. Sem mais delongas, vamos a ele.</p>
<p><span id="more-95"></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Ponto Final</strong></p>
<p style="text-align:center;"><em>Quando você terminar de ler este parágrafo, mais uma pessoa terá cometido suicídio. A cada 40 segundos, em algum lugar do planeta, segundo a Organização Mundial de Saúde, um indivíduo tira sua própria vida</em></p>
<p>Dor, sofrimento, solidão. Não é fácil descrever os sentimentos de um suicida. O isolamento total, a repugnância pela sociedade, o descaso pela vida. A ausência de um sentido. Porque continuar representando um personagem que acorda, toma café, trabalha, almoça, trabalha novamente, volta pra casa e dorme? De forma racional, percebe-se que a existência humana é desprovida de sentido. Então, porque continuar existindo? Talvez o medo da dor, ou ainda o medo de sentir medo da dor. Algo abstrato. Ou seria o medo do depois, do além, de um julgamento divino?</p>
<p>Existem vários exemplos de suicídios em todos os períodos da história humana. Alguns senadores romanos que contrariavam a vontade de Nero eram “convidados” a suicidarem-se. Caso contrário, eram apedrejados em praça pública. Os kamikazes japoneses, que entregavam a sua vida em devoção ao seu imperador, e os samurais, que realizavam o seppuku, ou seja, abriam suas próprias entranhas com espadas para reconquistar a honra, são outros exemplos. Por fim, atualmente homens-bomba prendem-se a um cinturão de dinamite e explodem em lugares públicos. São pessoas que tiram sua própria vida por um ideal. No mundo ocidental moderno, no entanto, as pessoas se matam por uma falta total de objetivos.</p>
<p>O fato é que o suicídio é um mal que assola a sociedade devido ao seu modo de vida superficial e vazio. As pessoas são valoradas pelo que têm e não pelo que são. Toda essa obsessão de aparência, de poder aquisitivo, faz com que o verdadeiro sentido da vida fique obscuro. E é exatamente neste ponto que os jovens sofrem mais, por não se encaixarem neste mundo desregulado. “A cultura às vezes faz o papel de se antecipar a nós, de nos dizer onde encontrar a felicidade. Ela cria arquétipos de seres-humanos felizes e totalmente falsos. Uma pessoa pobre de mundo, que não tem consciência crítica, cria de televisão, obviamente vai estar muito mais exposta a esses arquétipos e, quando não consegue alcançá-los, começa todo o dilema “, explica o professor de filosofia da Unisinos Eduardo da Silva Pereira.</p>
<p>“O suicida acaba fazendo uma crítica radical à sociedade”, afirma o psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (Appoa), Mário Corso. Questionar o sistema é uma coisa natural. O problema é não refletir sobre ele e viver na alienação. Contudo, tirar a própria vida não resolve nada. Não se muda o mundo suicidando-se. “É uma saída covarde, ou melhor, não é uma saída. É fugir da questão. O suicida é fruto dessa sociedade. É um revolucionário que não propõe nada”, completa Corso.</p>
<p>A maior parte dos suicídios é composta por pessoas deslocadas, que não possuem vínculos, não tem lugar na turma, no trabalho, não tem namorada, diz o psicanalista. Esse isolamento pode ser causado devido à incapacidade do indivíduo manter relações humanas. “Uma experiência importante para uma pessoa é ela sentir que faz falta, é experimentar ser amada por alguém. É muito mais difícil você se deixar ser amado do que amar. Porque amar é involuntário. Não se escolhe quem se ama. Para se permitir ser amado por outra pessoa é preciso gostar de si, pois, caso contrário, você se fechará para o amor do outro”, opina o professor Pereira.</p>
<p>Um dos principais fatores que levam uma pessoa a cometer o suicídio é o seu grau de isolamento. Corso conta que existem algumas pesquisas que descobriram que, se uma pessoa tenta suicidar-se e um profissional da área da saúde é informado e dá atenção a ela, as chances do ato se concretizar são pequenas. “Não é preciso visitá-lo, nem fazer consulta, nem dar remédio. Apenas perguntar: você está vivo? Só mostrar o interesse já tem uma eficácia enorme. É incrível. É a oferta de alguém poder fazer algo, mesmo que não faça”, complementa.</p>
<p><strong>Conexões perigosas</strong></p>
<p>Centenas de pessoas, principalmente adolescentes, navegam nas águas turvas da internet procurando respostas para seus dilemas existenciais. Blogs, fóruns, e sites de relacionamentos como o Orkut propõe debates sobre suicídio. Alguns criam discussões e outros incitam ou pelo menos apresentam formas de como executar o suicídio sem dor. Mário Corso vê a internet como uma ferramenta muito perigosa neste caso. Ele acredita que todas as pessoas devem encontrar a sua tribo, mas não a tribo dos suicidas. “Como essas pessoas podem dar opiniões sobre o valor da vida, se elas mesmas estão se questionando? Eu não acho que um adolescente frágil e desesperado deva discutir com outros adolescentes frágeis e desesperados”, enfatiza ele.</p>
<p>Na comunidade do Orkut “Já pensei em suicídio”, foram postadas as mais diversas respostas para se continuar vivendo. “Não quero ir para o inferno. Quero mesmo é ir pro céu e ter uma vida sossegada”; “Quero morrer sem sentir nada”; “Só não tentei novamente porque tenho medo de não dar certo e ficar com sequelas”; “Prefiro ver todos da minha família morrerem e sentir eu sozinho a dor da perda do que fazê-los sofrerem por minha causa”, são alguns dos relatos dos usuários.<br />
Para o professor Pereira, a dúvida em matar-se ou não leva a pessoa a questionar se a vida tem algum valor intrínseco. “Existe de fato a dignidade humana? Nossa existência se resume a essa vida temporal? Tudo isso são dilemas que fazem com que muitos hesitem antes de se matar”, explica o professor. Para o psicanalista Mário Corso, a discussão sobre o suicídio é uma filosofia barata para esses jovens. “É uma discussão importante saber se vale ou não vale a pena viver e quais razões a gente não teria para continuar vivendo. Só que ela é rebaixada, por pessoas que estão perturbadas, a matar-se ou não”, conta Corso.</p>
<p>Alguns adolescentes levantam a questão de que o suicídio é o preço que a sociedade humana paga pela conquista do livre-arbítrio, da racionalização, daquilo que nos distingue dos nossos antepassados símios. Seria a expressão máxima de liberdade tirar a sua própria vida. Para o professor Pereira, é difícil se falar em liberdade dissociada de realização humana. Em geral, se poderia dizer que, na verdade, é uma possibilidade e não uma liberdade. “Tu podes te matar, mas não significa que faças isso livremente. Porque a liberdade está associada ao “eu autêntico”, a uma realização humana, a um sentido e a um propósito. Em geral, ninguém se mata por estar feliz”, afirma o professor. “Eu não vejo o suicídio como uma coisa racional, mas sim como uma fuga. Porque a racionalidade te levaria a soluções. Te levaria, inclusive, a perceber que os teus argumentos são falhos”, conclui ele.</p>
<p>A literatura está repleta de exemplos sobre essa  questão. Talvez o personagem mais excêntrico, racional e doentio já criado seja Kirilov, do romance Os Demônios, de Dostoievski. Para ele, a vida é nada mais que dor e medo, e continuar vivendo é indiferente. “Aquele que se matar apenas para matar o medo imediatamente se tornará Deus”, diz ele. A literatura romântica também influenciou pessoas a cometerem o suicídio no século XVIII. Os Sofrimentos do jovem Werther, clássico do romancista e escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe, foi acusado de causar uma onda de suicídios na Europa. Na história, Werther se mata por não conseguir ficar ao lado de sua amada. Hamlet, personagem de William Shakespeare, também vivenciou a dúvida do suicídio no diálogo “ser ou não ser, eis a questão”.</p>
<p><strong>A função da fé</strong></p>
<p>Karl Marx já dizia que a religião é o ópio do povo. Pode até ser, mas quando o tema tratado é o suicídio ela dá uma sustentação moral para as pessoas. A religião tenta de fato dar um sentido para a existência. De modo geral, o suicídio é condenado por todos os credos. O budismo diz que a pessoa que se suicida vai para o reino dos infernos. “O inferno é na verdade um estado mental. A pessoa que se suicida, automaticamente, entra num estado de inferno, e depois é muito difícil voltar para a lucidez”, explica o morador do Templo Caminho do Meio, em Viamão, Henrique Lemos da Silva. Assim, de acordo com o budismo, ela pode ficar um longo tempo no reino dos infernos, até conseguir, por mérito, chegar a uma posição positiva que a permita encontrar um caminho e seguir novamente.</p>
<p>Para Tânia Maria Costa da Rosa, trabalhadora do Centro Espírita Fonte de Luz, de Santo Antônio da Patrulha, o suicida tem uma caminhada difícil após a morte. “O espírito do suicida vai permanecer interligado ao seu corpo físico durante o tempo que teria de vida na Terra, pré-estabelecido na encarnação. Caso cometa suicídio aos 40 anos, mas tenha de viver até os 90, ele entra num inferno mental de muito sofrimento, até cumprir o restante do tempo que deveria viver. Depois disso, ele é encaminhado para o vale dos suicidas e lá vai ter a oportunidade de uma nova reencarnação”, relata.</p>
<p>Conforme o Pastor Jaime Martins, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Santo Antônio da Patrulha, não dá para saber ao certo o destino de um suicida. “Pois, mesmo no último momento, na hora da agonia da morte, a pessoa poderá ter oportunidade de pedir perdão, conforto e salvação para Deus. Não tem como saber quem é que aproveita esta oportunidade. O verdadeiro destino dos suicidas pertence somente a Deus”, diz o pastor. Segundo o padre da Igreja Católica Jair Peres de Pinho, da mesma cidade, o suicídio pode ser concebido como a perda da sensibilidade. “Naturalmente ninguém põe a mão no fogo e a deixa queimando.” Para ele, o suicida vai para um purgatório para purificar a sua alma. “São as próprias pessoas que se condenam através da consciência”, diz.</p>
<p>Mas será que o suicídio é uma característica desenvolvida unicamente pela espécie humana? São raros os animais que tiram a sua própria vida. Pelo contrário, eles têm um forte instinto de sobrevivência. Contudo, a ciência já comprovou a existência do suicídio no microcosmo. O fenômeno foi batizado como apoptose. Em grego arcaico, significa “o ato de cair”. Ele é caracterizado pelo suicídio celular programado, ou seja, a própria célula participa da sua destruição. Este processo é necessário para eliminar células supérfluas ou defeituosas, como ocorre durante a gestação humana quando os dedos das mãos são ligados por uma membrana. Questionado sobre a relação do suicídio entre a natureza e a espécie humana, o psicanalista Mário Corso é enfático. “Não é porque existe na natureza que vai existir um mecanismo particular na cultura. Não existe uma natureza humana. O ser humano não é um sujeito natural. Desde que o homem inventou a palavra, ele perdeu a natureza.” Assim, a grande incógnita da existência humana continuará indecifrável. Cada indivíduo terá seus próprios motivos para seguir ou não vivendo. E essa decisão continuará sendo individual e intransferível.</p>
<p><strong>Box – Seitas religiosas e o suicídio em massa</strong></p>
<p>•<strong>Templo do Povo</strong> – Seita evangélica criada em 1955 nos EUA pelo norte-americano Jim Jones. Acusado de desviar fundos de seus fiéis, Jones emigrou com centenas deles para a Guiana Francesa. Em novembro de 1978, ele comandou um suicídio em massa de 909 seguidores.<br />
•<strong>Ramo Davidiano</strong> – O líder da seita nos EUA, David Koresh cometeu suicídio junto de mais 75 seguidores, provocando um incêndio no rancho onde se encontravam, próximo de Waco, no Texas, depois de resistir 51 dias a um cerco do FBI, em janeiro de 1993.<br />
•<strong>Ordem do Templo Solar</strong> – Constituída pelo belga Luc Jouret e pelo francês Joseph Di Mambro em 1984, a seita possui pouco mais de 400 seguidores no mundo, a maioria localizada na Suíça, no Canadá e na França. Em 1994, 48 membros suicidaram-se em um vilarejo na Suíça.<br />
•<strong>Portão do Céu</strong> – A seita foi fundada nos EUA em 1972 por Marshall Applewhite e Bonnie Nettles. Em março de 1997, Applewhite e mais 38 membros cometeram suicídio na casa onde moravam, na Califórnia. Eles acreditavam que o cometa Hale-Bopp os levaria para um planeta no qual uma forma superior de existência os aguardava.</p>
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		<title>O reino das formigas</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 22:14:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Eduardo Coutelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cronica]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitas vezes me pergunto: “Será mesmo que o homem é este ser altamente evoluído que dizem os cientistas e religiosos?”. Se os primeiros apontam que nós somos o resultado de todo um processo evolutivo, no qual os seres vivos passaram por vários milhares de anos para atingirem a capacidade e a razão, resultando assim no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=93&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas vezes me pergunto: “Será mesmo que o homem é este ser altamente evoluído que dizem os cientistas e religiosos?”. Se os primeiros apontam que nós somos o resultado de todo um processo evolutivo, no qual os seres vivos passaram por vários milhares de anos para atingirem a capacidade e a razão, resultando assim no homem contemporâneo, os religiosos dizem que somos um produto acabado, perfeito e que todo este universo é destinado para o nosso gozo.</p>
<p>Tenho minhas dúvidas referentes a qualquer análise simplista e religiosa. Em primeiro lugar: nunca devemos desconsiderar a natureza. E dizer que somos os únicos seres racionais e inteligentes é uma afirmativa muito perigosa. Conheço cães que são mais capazes que muitas pessoas por aí.</p>
<p>Esta breve introdução se deve ao episódio que ocorreu hoje à tarde, mais precisamente às 2h 30min, na fila do nosso querido Banrisul. Como de praxe, a fila estava longa e lenta, de dar voltas. Ops&#8230; aí está a questão de toda essa dissertação sobre a natureza humana. A fila não dava voltas. Ela parecia mais um longo duto inflexível. As linhas que marcavam o chão eram irrelevantes. Parece tão óbvio. Certamente, formigas conseguiriam cumprir essa difícil missão de ficarem entre as linhas amarelas do chão, como em uma carreira. E ainda dizemos que elas são tão inferiores a nós.</p>
<p>O episódio parecia até cômico. Entrei na fila e tentei ajustá-la. Tentei formar o carreiro, fazer a curva. Contudo, fui vencido. As pessoas me olhavam desconfiadas. “Que esse cara quer? De certo está fazendo isso para passar na nossa frente.” Sim, aquelas pessoas mais pareciam galinhas desnorteadas do que seres humanos pensantes. Não deu outra. A fila quase adentrava a porta giratória do banco. Pessoas se empurravam para entrar e sair, espremendo-se umas nas outras. E quando parecia que a coisa ia melhorar, quando a fila andava, e estava quase chegando ao limite da demarcação das linhas amarelas encravadas ao piso, chegava um imbecil, certamente resultado da evolução de uma galinha, e em vez de seguir “labirinto”, se colocava novamente para detrás do último, em direção da porta.</p>
<p>Deste relato seguem algumas possibilidades de análise. Uma seria considerar que pessoas não gostam de ficar em colunas. Outra hipótese seria que estas mesmas não aceitam estar presas entre linhas amarelas no chão. Talvez se sintam apertadas dentro delas. Muitas pessoas podem ser claustrofóbicas, e a simples possibilidade de pensar estarem presas pode causar sérios danos psicológicos. Caso este seja o motivo, facilmente podemos resolvê-lo entrando em contato com o gerente e pedindo que as linhas amarelas compreendam o espaço de um casal de hipopótamos copulando, ou um perna e meio (medida moderna de distância, aplicada em ilhas próximas da Sbórnia). Uma terceira hipótese ainda seria que as pessoas sintam-se intimidades de tomar uma atitude em frente a outras tantas, sendo mais fácil ficar atrás de última pessoa. “Afinal, se o cara que chegou antes não fez nada, porque eu vou fazer”, diria um. Mas a alternativa mais ignóbil e atraente ao mesmo tempo, seja que essas pessoas simplesmente não têm capacidade intelectual de formar uma fila. E ainda dizem que as formigas são seres atrasados.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcoutelle.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcoutelle.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcoutelle.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcoutelle.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcoutelle.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcoutelle.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcoutelle.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcoutelle.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcoutelle.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcoutelle.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcoutelle.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcoutelle.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcoutelle.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcoutelle.wordpress.com/93/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=93&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vampiros</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 00:39:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Eduardo Coutelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Para acabar com essa mania de vampirinhos românticos que só chupam sangue de rato, ficam fazendo juras de amor e andam em carros conversíveis, vou mostrar um relato extraído de uma nota explicativa de rodapé do livro Romance de uma Rainha, de Rochester. Leia a descrição à seguir: O que vou escrever provocará, na mor [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=90&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para acabar com essa mania de vampirinhos românticos que só chupam sangue de rato, ficam fazendo juras de amor e andam em carros conversíveis, vou mostrar um relato extraído de uma nota explicativa de rodapé do livro <em>Romance de uma Rainha</em>, de Rochester. Leia a descrição à seguir:</p>
<p><span id="more-90"></span></p>
<p>O que vou escrever provocará, na mor parte dos meus leitores dos meus leitores, um sorriso irônico. Aqueles que desejam apenas o enredo do romance passarão, sem ler, por esta dissertação: sei isso, porque falar seriamente em vampirismo, em nossa época positiva, não é fácil tarefa. A ciência oficial, que apenas quer conhecer o que o seu bisturi pode sondar, nega a existência dos vampiros, e os fatos indiscutíveis, ocorridos em diferentes países, têm sido vituperados, negados ou silenciados, e bem assim outros fenômenos não menos positivos, os quais, apesar disso, se impõem, pouco a pouco, à atenção dos sábios, porque o fato é um argumento brutal, que não se pode eternamente suprimir.</p>
<p>Dito isto, creio do meu dever explicar, o melhor que possa, aos meus leitores espíritas, o fenômeno do vampirismo, pouco aprofundado ainda, se bem que, sendo um fato natural, sempre existiu, tanto na época de Hatasu (faraó egípcia) quanto nos tempos modernos.</p>
<p>Que o corpo evolui, se transforma e progride, e bem assim a alma, é fato conhecido. Nas diversas condições dos três reinos, e, enfim, na Humanidade, a alma desenvolve-se e progride; o perispírito, seu inseparável companheiro, adapta-se às diversas condições, conservando fielmente em si, até às mais finas nuanças, a marca de todas as transformações sofridas. Na composição química do perispírito são encontradas todas as substâncias, o reflexo de todos os instintos, qualidades e pendores do ser durante as inúmeras existências e transformações através do mineral, do vegetal, do animal e, enfim, do homem, o ser mais perfeito conhecido sobre a Terra. O átomo indestrutível, lançado pela força criadora no turbilhão do Espaço, e representando apenas um princípio vital, reveste-se imediatamente de um duplo etéreo, intermediário entre a centelha divina e a parte material – o corpo. Esse intermediário é o agente principal que põe em vibração as funções da alma, isto é, a vida da alma produz-se pela vida material sobre esse tecido (invisível para vós) constituído por milhares de fios luminosos de indescritível tenuidade.</p>
<p>De igual modo que nas células da cera se condensa o mel, assim, sobre o perispírito, condensam-se os elementos e suas substâncias compostas. “Alma vestida de ar”, disse um grande sábio e poeta gentil, para indicar a composição do nosso corpo, o qual, desde que o Espírito dele se desprende, é presa da podridão e se decompõe em seus elementos primitivos. Uma regra, sem exceção, estipula que depois da alma vem o perispírito, depois do perispírito o corpo, isto é, as substancias que podem, de acordo com imutável lei, aglomerar-se sobre o tecido fluídico.</p>
<p>Assim, o perispírito de um molusco só pode atrair, na sua condensação material, substâncias gelatinosas, e somente pelo trabalho da vida o ser adquire e se apropria de novas forças de calor elétrico, as quais, em próxima condensação, tornarão o perispírito do molusco de outrora apto a formar um corpo mais perfeito.</p>
<p>Falei no calor, esse grande e universal agente de toda a vida, ao qual quase se podia dar o nome de Deus, tão potente é a sua ação, e com o qual se depara em toda parte para onde se voltem os olhares. Em toda parte, efetivamente, onde o cérebro do sábio esquadrinha, ele encontra o calor, a fonte da vida: está posto nas entranhas da Terra e encoberto nas nuvens. O calor funde toda matéria, amalgama, solda de maneira indestrutível; o calor une a alma à matéria e dela se separa; esse elo é o traço luminoso visível pelos sonâmbulos clarividentes.</p>
<p>O grande calor queima tanto quanto o fogo e o frio intenso produz a mesma sensação de queimadura; quanto mais calor existe na cratera perispiritual, mais desenvolvidos a alma e o corpo. Tudo que é pesado, preguiçoso, carece de calor e pertence a um grau inferior de desenvolvimento; todo ser, e mesmo todo planeta, mais trabalhado pelo calor vivificante, distingue-se por um grau superior de atividade e de desenvolvimento intelectual. Enfim, a perfeição não se resume, em si, apenas na concepção de que o Espírito, desembaraçado de toda substância material, torna a ser faúlha pura e regressa ao foco de onde saiu, cego, para a ele tornar, inteligente, e servir ao Criador, que se separa de nós, porém jamais rompe o elo que nos liga a Ele e que, através de todos os sofrimentos e vicissitudes da depuração, deve conduzir-nos, cedo ou tarde, a esse centro divino.</p>
<p>Essa longa viagem, através dos três reinos, deixa profundos sinais nos gostos, necessidades e instintos do homem, ser imperfeito, ainda bem próximo dessa animalidade que ele, no entanto, despreza, a ponto de lhe negar uma alma, uma inteligência, um direito à sua proteção. É que o orgulho de possuir uma vontade menos restrita, um mais largo horizonte, mais amplitude para os vícios, sobe ao cérebro do homem e lhe faz esquecer que ele apenas subiu um degrau na escala social da Criação, que ele foi o que são agora esses irmãos inferiores, e que, na embriaguez e na satisfação de seu progresso, o homem, tão orgulhoso do seu livre-arbítrio e do dom da palavra, retrograda muitas vezes – pelos sentimentos – e pelos abusos, para mais baixo do que o bruto que ele menospreza. Sim, esquecido de todas as semelhanças de estrutura, de necessidade e de sentimentos que o ligam ainda e tão estreitamente ao animal, o homem considera-se senhor absoluto deste, soberano feroz dessas populações mudas e sem defesa, entregues à sua mercê; o homem abusa cruelmente dos seus imaginários direitos sobre esse irmão mais novo, por isso que a inteligência deste é mais limitada e seus instintos mais açaimados pelas leis da Natureza.</p>
<p>Tomemos alguns exemplos: a crueza, e assim a voracidade, do animal tem por meta a satisfação de uma necessidade ou a defesa; uma vez saciado ou ao abrigo de um ataque, ele não procura luta alguma. Mas, vede a que refinamentos esses dois sentimentos conduziram o homem! A tortura física e moral, a avidez insaciável, enquanto houver algo a pilhar em seu redor, são apanágio do homem; ele também imaginou a traição, a morte em massa e o assassínio, enquanto o animal luta corpo a corpo; enfim, se a palavra falta ao animal, para mentir e dissimular o pensamento, ele não tem muito que se queixar disso, e poucas virtudes existem sobre este mundo que o orgulhoso ser humano possa reclamar por distinção exclusiva.</p>
<p>Sem dúvida, o que venho de dizer se aplica à turba que, cega de orgulho, imagina ser o centro e o remate da Criação, e não às almas mais desenvolvidas, que reconhecem na animalidade uma fase do seu próprio passado e condenam severamente toda crueldade supérflua.</p>
<p>Voltando ao assunto que especialmente nos ocupa, lembrarei ao leitor a existência de um animal chamado vampiro, que, preferindo a noite ao dia, se atira às vacas, cavalos e também aos homens, se os pode atingir, e lhes suga o sangue.</p>
<p>Tendo em vista a tenacidade com que os instintos do animal se conservam no homem, este hábito, esta necessidade de sangue, permanece em estado latente na criatura, e se a educação, as circunstâncias, a compreensão do mal não levarem o homem a dominar o instinto sanguíneo, que ainda vibra no seu perispírito, a necessidade bestial desponta e cria seres do gênero dos sugadores de sangue da Índia, os quais são muito conhecidos para que se possa negar a sua existência. Mas, ninguém tem procurado aprofundar o que pôde inspirar a essa seita o rito selvagem que ela acoberta com um motivo religioso, quando tal origem tem raiz em um estado particular do perispírito, adquirido pelo ser em suas existências vegetais e animais.</p>
<p>Em conseqüência de diferentes causas, tais o terror, comoção moral, certo veneno, asfixia, semelhantes seres caem em um estado particular de letargia, com todas as aparências da morte, e são enterrados como se houvessem falecido. Um despertar em condições normais não se produz para essas entidades especiais, e a mor parte perece; mas, às vezes, em condições favoráveis, tais cadáveres aparentes aguardam apenas o clarão da Lua para despertar, sob a influência da sua luz, para uma sinistra atividade. Todos aqueles cujo perispírito conserva alguma disposição ao vampirismo são lunáticos e, muitas vezes, sonâmbulos videntes; sob a potente influência da luz lunar, excepcional estado produz-se neles, mistura de lunatismo e de sonambulismo vidente, mas em grau bem mais extenso e mais elevado.</p>
<p>Todos os sentidos desses estranhos letárgicos são de uma acuidade extraordinária: ouvem, vêem, farejam a distâncias consideráveis, e porque o corpo, ainda preso ao perispírito, age numa certa medida e a intervalos mais ou menos longos, tem necessidade de se reabastecer, o vampiro entrega-se à pesquisa de uma vítima humana, cujo sangue quente, sobrecarregado de fluído vital, dar-lhe-á a nutrição indispensável às condições de existência, e ao mesmo tempo satisfará os velhos apetites.</p>
<p>O ataúde e as paredes não servem desgraçadamente de obstáculo para que esse fantasma horrendo e perigoso, porque para ele a Lua é um auxiliar: ela absorve o peso do corpo e o desmaterializa até um grau de expansão que permite ao vampiro atravessar portas, muros e outras coisas compactas.</p>
<p>Meus leitores espíritas sabem, e numerosas sessões já provaram à evidência, que a passagem da matéria através da matéria é um fato: os transportes de frutas, de flores, de diversos objetos, e mesmo de animais, não são raros, e isso em todas as condições de fiscalização desejáveis. Mas, porque o elo indissolúvel liga os três reinos e o homem, também uma lei rege os fenômenos; o que é possível para a flor, o fruto ou o metal, é possível igualmente para o homem, e, nas condições desejadas, pode o seu corpo, tão bem quanto uma laranja ou uma charuteira, atravessar paredes.</p>
<p>Deixando, pois, o lugar onde está sepultado, o vampiro se dirige, com infalível precisão, aonde está a vítima escolhida, da qual, graças aos aguçados sentidos, identifica, a distância, a idade, o sexo e a constituição; jamais atacará velhos ou enfermos (salvo escassez absoluta de jovens e sãos). Chegado junto da presa, o vampiro se abate sobre ela, fascinado-a com o olhar, e, preferencialmente, procura atingir o coração para sugar o sangue na fonte; mas, se a vítima está vestida desvia-se para o pescoço, quase sempre descoberto, abre a artéria e sorve todo o sangue, a menos que seja impedido. Mas, se percebe aproximação de um vivo, foge (porque compreende perfeitamente que sua ação é criminosa) na direção de onde veio. Guiando-se e servindo do mesmo rastilho de luz, regressa ao lugar de onde saiu, tal qual o lunático retorna infalivelmente ao leito, se por nada for impedido. Então, se está suficientemente saciado, recai na imobilidade por um tempo mais ou menos longo, até que, em uma noite de plenilúnio, recomece a homicida peregrinação.</p>
<p>Os vampiros femininos são mais raros do que os masculinos, porque seus organismos, menos robustos, sucumbem mais freqüentemente; os vampiros homens escolhem de preferência para vítimas mulheres e crianças. Nos casos em que tais seres têm sido identificados, o instinto popular inspirou a idéia de desenterrar o morto incriminado e cortar-lhe a cabeça, ou espetar o inferior do corpo com um ferro em brasa. O processo é selvagem, igual a todo ato inspirado por paixões desenfreadas, mas, em princípio, atinge a meta, porque, uma vez avariado o corpo de modo irremediável, os laços que o prendiam ao perispírito são destruídos, a letargia cessa, e a alma, e assim o corpo, retomam as condições ordinárias. Se a violência não interrompe o estado letárgico, este pode prolongar-se por muito tempo, e o vampiro vegetará nessas condições até que um acidente qualquer venha a destruí-lo.</p>
<p>Nos países frios, o vampirismo ocorre muito raramente; nos mais aproximados do Equador, na Índia principalmente, tem sua verdadeira pátria, terra misteriosa e estranha da qual muito pouco se sondam os enigmas. Quem suspeita, por exemplo, de que existem ali muitos vivos que se alimentam, quase exclusivamente, da força vital de seres que subjugaram e dos quais toda a existência se escoa num êxtase embrutecido, dos quais todas as funções vitais e intelectuais são suspensas, porque um outro se nutre da força que as devia sustentar? Esses pobres entes são olhados com espanto e desdém, alvos de motejos, mas ninguém desconfia que sejam as vítimas dum vampirismo cultivado por uma categoria de homens, sábios, aliás.</p>
<p>Em todas as direções, o homem esbarra com mistérios, em meio dos quais peregrina, cego; toda a nossa existência é uma luta durante a qual buscamos, nas trevas, o porquê do passado, do presente e do porvir, e, entretanto, repelimos obstinadamente a chave do enigma que se nos oferece sob a forma de diversos fenômenos inexplicados.</p>
<p>Somente quando a muito orgulhosa Ciência se afastar do seu obstinado <em>non possumos</em>, quando abordar francamente o estudo das misteriosas forças da alma, das quais o magnetismo, a mediunidade, o hipnotismo são mínima parte, quando se desvendarem, pouco a pouco, as ocultas leis que regem o Universo, tudo se tornará claro, não haverá mais milagres, nem feitiçarias, e sim leis naturais e fatos delas decorrentes.</p>
<p>Antes de terminar esta nota sobre o vampirismo, direi ainda algumas palavras sobre os vampiros inconscientes, não mui numerosos, porém menos raros do que estes últimos descritos. Sua origem é a mesma, mas, nestes, o instinto voraz, motivado pela composição do seu perispírito, manifesta-se inconscientemente, por um fluido acre e devorante que exalam, e absorve as forças vitais do que o cercam e, por assim dizer, os devora. Tais seres, habitualmente, são pequenos, secos, nervosos, se olhar penetrante, de atividade febril e incessante; em seu redor tudo se torna mesquinho, fraco, doentio, e apenas eles, vampiros, gozam saúde florescente; mas, não se lhes pode imputar a mal a destruição dos seus próximos, pois a força de que fazem uso é inconsciente.</p>
<p>Rochester</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcoutelle.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcoutelle.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcoutelle.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcoutelle.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcoutelle.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcoutelle.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcoutelle.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcoutelle.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcoutelle.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcoutelle.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcoutelle.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcoutelle.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcoutelle.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcoutelle.wordpress.com/90/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=90&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Acidentes</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 21:50:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Eduardo Coutelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Foram cinco anos e meio pegando o ônibus praticamente todas as noites para a Unisinos e poucas coisas emocionantes aconteceram nesse período. Digamos que ser parado pela Polícia Rodoviária Estadual e ficar estacionado no acostamento da RS-118 não é um grande exemplo de “coisas emocionantes”. A fiscalização sempre nos parava nos dias de prova na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=86&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foram cinco anos e meio pegando o ônibus praticamente todas as noites para a Unisinos e poucas coisas emocionantes aconteceram nesse período. Digamos que ser parado pela Polícia Rodoviária Estadual e ficar estacionado no acostamento da RS-118 não é um grande exemplo de “coisas emocionantes”. A fiscalização sempre nos parava nos dias de prova na Avenida Unisinos, só para deixar o momento mais tenso. Éramos sempre fisgados como peixes, e a fiscal, com seu tradicional batom vermelho, pedia todos os documentos para o Lauri’s Hamilton, o nosso motorista.</p>
<p>Agora, emoção mesmo aconteceu numa noite fria, no qual pairava uma leve brisa no ano retrasado. Já tínhamos vencido toda a FreeWay e a RS-118. Acabávamos de entrar no BR-116, próximo a cidade de Sapucaia. A noite estava fria, e havia um chuvisco intermitente. Aquele desgraçado chuvisco que só serve para incomodar o motorista, pois não há velocidade do limpador de pára-brisa que se encaixe. Foi nesse clima que aconteceu o ocorrido.</p>
<p>Já devia ser quase 7h da noite, e a maioria dos passageiros/estudantes estavam dormindo. A noite era escura. A pista estava movimentada e escorregadia. Vínhamos em alta-velocidade pela pista da esquerda. Acordei-me assustado com o barulho dos freios. Existem vários estágios do grito do freio, e só quem passou por um acidente, por mais banal que ele seja, reconhece. Primeiro, começa com o som tradicional do pneu raspando o chão. Depois de uns três segundos, o seu grito aumenta umas três oitavas, e torna-se assustador como um berro de javalis sendo comidos vivos por ursos. Nesse momento tu já sabes do inevitável. Na velocidade em que estávamos não pararíamos. Minha reação foi empurrar o banco da frente com os pés e proteger a cabeça com as mãos. A colisão era certa, e não sabia em que iríamos bater. Este segundo durou uma eternidade na minha cabeça. Sim, talvez o segundo mais longo da minha vida. Instantes depois, a pancada. Não sofri nada. Estava preparado para ela. Batemos a uma velocidade bem lenta. Os freios não suportaram a pista molhada.</p>
<p>O fato foi o seguinte. Um carro que seguia a mesma direção que nós na 116 deu sinal que dobraria a esquerda. O caminhão que vinha na nossa frente freou bruscamente e conseguiu parar. Nós não. Acertamos a traseira do caminhão, que depois viemos saber que era um caminhão que transportava combustível. Sim, combustível. Se batêssemos mais forte, e a colisão rompesse, de alguma forma, o tanque do caminhão, certamente no outro dia sairia uma nota na Zero Hora comentando o terrível acidente no qual vitimou cerca de 25 estudantes e um motorista. “Um rapaz não identificado, tentou quebrar a janela lateral do ônibus com o martelo que fica preso a ela, mas antes que conseguisse todo o ônibus já se encontrava em  chamas. Motoristas disseram que a explosão se deu de forma muito rápida. ‘Vi um rapaz desesperado tentando salvar sua vida e de seus colegas. Sua expressão era horrível. Nunca vou esquecer aquele rosto’, disse Paulo Fernandes, motorista que presenciou o acidente.”</p>
<p>De fato, o estrago foi pequeno. O vidro da frente se rachou no meio. O pára-choque foi quem sofreu mais. Já os estudantes, poucos tiveram algum dano. A marca maior é psicológica. Nesses últimos meses nunca mais consegui dormir tranquilo na estrada. Quando o ônibus freava, sempre aguardava aquele som indistinguível e o choque. Contudo, nunca tivemos outra colisão assim. Eu, pessoalmente, fui vitimado devido a afobação do nosso motorista em outra ocasião. Mas isto já é outra história.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcoutelle.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcoutelle.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcoutelle.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcoutelle.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcoutelle.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcoutelle.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcoutelle.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcoutelle.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcoutelle.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcoutelle.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcoutelle.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcoutelle.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcoutelle.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcoutelle.wordpress.com/86/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=86&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Músicas para ouvir sozinho</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 02:14:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Eduardo Coutelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Vou compartilhar com meus queridos leitores (que já se aproximam a cinco diários) meu gosto pela música. Indico aqui duas bandas bem distintas. A primeira, Mad Season, com o disco Above. Composta por membros do Alice in Chains e do Pearl Jam, a banda se propõe a fazer um som carregado de melancolia, com influências [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=81&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vou compartilhar com meus queridos leitores (que já se aproximam a cinco diários) meu gosto pela música. Indico aqui duas bandas bem distintas. A primeira, <strong>Mad Season</strong>, com o disco Above. Composta por membros do Alice in Chains e do Pearl Jam, a banda se propõe a fazer um som carregado de melancolia, com influências do grunge. A música <strong>Long Gone Day</strong> é minha preferida.</p>
<p>A segunda chama-se <strong>Bon Iver</strong>. O som mistura o folk, rock e o blues. O <span style="text-decoration:line-through;">disco </span>(acho que não se usa esse termo há muito tempo) álbum For Emma, Forever Ago é carregado de um saudosismo misturado com tristeza nas letras sombrias das suas canções que falam sobre amores perdidos. Com vozes agudas em falsete e um violão, Junstin Vernon é quem toca adiante a banda. Vale a pena conferir a música é <strong>Skinny Love</strong>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcoutelle.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcoutelle.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcoutelle.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcoutelle.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcoutelle.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcoutelle.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcoutelle.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcoutelle.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcoutelle.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcoutelle.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcoutelle.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcoutelle.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcoutelle.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcoutelle.wordpress.com/81/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=81&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Luciano e Neto</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 01:43:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Eduardo Coutelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>

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		<description><![CDATA[O Luciano do Vale ta gagá ou coisa parecida? Eu como um pobre cidadão empregado na construção civil, que não dispõe de muito dinheiro e nem Sky, tive de assistir ao jogo Grêmio e Corinthians pela Band de São Paulo, pela famosa antena parabólica. Sim, acredito que o Luciano deve estar sofrendo de sérios problemas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=77&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Luciano do Vale ta gagá ou coisa parecida? Eu como um pobre cidadão empregado na construção civil, que não dispõe de muito dinheiro e nem Sky, tive de assistir ao jogo Grêmio e Corinthians pela Band de São Paulo, pela famosa antena parabólica. Sim, acredito que o Luciano deve estar sofrendo de sérios problemas cerebrais. Juro que até agora não entendi alguns de seus comentários malucos, totalmente sem nexo. Além disso, trocar os nomes dos jogadores é coisa de narradores desqualificados, e esse não é o caso do Luciano do Vale.</p>
<p>Grêmio ataca pela esquerda com o Alex Mineiro e ele diz, “lá vai o Grêmio com o Souza”. Na jogada seguinte, confunde o Tcheco com o Túlio. Na terceira vez não aguentei mais, botei o som no mudo e liguei o rádio na Gaúcha. Acho que o Luciano precisa dumas férias para dar um descanso para a cabeça.</p>
<p>Agora, incrível que pareça, o ex-craque Neto saiu-se muito bem na transmissão deste jogo. Apesar de ele comentar como se fosse uma noiva caipira traída um dia antes do casamento pela melhor amiga, suas explanações tinham sentido.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcoutelle.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcoutelle.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcoutelle.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcoutelle.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcoutelle.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcoutelle.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcoutelle.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcoutelle.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcoutelle.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcoutelle.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcoutelle.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcoutelle.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcoutelle.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcoutelle.wordpress.com/77/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=77&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>E o gordinho?</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 01:24:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Eduardo Coutelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>

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		<description><![CDATA[Não poderia escrever outro assunto senão futebol nesta noite de domingo. Sabia que o Grêmio iria jogar o jogo da sua vida, como foi de fato. Mesmo não sendo um fã do Autuori, tenho que elogiar sua tática para a partida contra o gigante Corinthians, campeão do Campeonato Paulista e Copa do Brasil. Marcação firme [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=74&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não poderia escrever outro assunto senão futebol nesta noite de domingo. Sabia que o Grêmio iria jogar o jogo da sua vida, como foi de fato. Mesmo não sendo um fã do Autuori, tenho que elogiar sua tática para a partida contra o gigante Corinthians, campeão do Campeonato Paulista e Copa do Brasil. Marcação firme no campo de ataque. Zaga e meio campo tocando bola ou invés do tradicional bicão para frente. Alex Mineiro em grande dia. Ora no ataque, ora caindo pela esquerda, ele foi responsável, junto de Souza, pela movimentação da equipe Gremista.</p>
<p>Tudo pareceu dar certo, até o sério problema de finalização. O time paulista simplesmente não jogou. Ronaldo parecia uma criança desnorteada que perdeu o pirulito em  campo. Dentinho tentou, tentou e tentou, mas não conseguiu fazer nada na ponta esquerda. Driblava, girava e driblava de novo, mas não saia do lugar.</p>
<p>Enfim, o Grêmio fez a coisa mais certa que poderia fazer. Assinou um contrato de três anos com o Souza, o grande craque do time. Acredito, como palpiteiro oficial que sou, que o Grêmio deve começar a pensar em nomes de alto gabarito para fechar o meio campo ao lado de Souza na próxima janela de transferências caso tenha alguma expectativa de se sair bem no brasileirão. Os dias de Tcheco estão contados. Ele mal aguenta uma partida intera, fora o fato de assumir muita responsabilidade no meio campo.</p>
<p>Apesar do Internacional não ter se saído tão bem quanto seu rival gaúcho, ele pode sentir-se vingado pelo massacre do qual o time paulista foi vitimado nesta ensolarada tarde de domingo. Para ter todas as notícias do clássico, <a href="http://www.clicrbs.com.br/esportes/rs/noticias/futebol-gremio,2577350,Gremio-massacra-o-Corinthians-com-gols-de-reservas.html.html" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcoutelle.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcoutelle.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcoutelle.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcoutelle.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcoutelle.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcoutelle.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcoutelle.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcoutelle.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcoutelle.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcoutelle.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcoutelle.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcoutelle.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcoutelle.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcoutelle.wordpress.com/74/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=74&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dormi de meias</title>
		<link>http://jcoutelle.wordpress.com/2009/07/11/dormi-de-meias/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 03:18:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Eduardo Coutelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cronica]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa é uma história muito estranha. Era um sábado, e por algum motivo escuso não tinham me acordado para o almoço. Já era meia hora, e eu então resolvi me levantar para ir comer. - Que coisa mais estranha. O que eu faço dormindo no quarto da minha irmã? E porque estou de meias? – [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=70&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa é uma história muito estranha. Era um sábado, e por algum motivo escuso não tinham me acordado para o almoço. Já era meia hora, e eu então resolvi me levantar para ir comer.</p>
<p>- Que coisa mais estranha. O que eu faço dormindo no quarto da minha irmã? E porque estou de meias? – pensei eu.</p>
<p><span id="more-70"></span></p>
<p>De fato, eu nunca dormi de meias na minha vida. Podia ser a noite mais fria que eu não colocava meias. Mas naquela noite eu dormi com elas, ou esqueci-me de tirá-las. Logo percebi que coisas estranhas iriam acontecer, ou tinham acontecido e eu não sabia.</p>
<p>Coloquei uma roupa e desci as escadas, indo em direção da cozinha. Meus avós estavam de visita. Minha mãe estava junto deles na mesa. Meu pai não se encontrava. Todos comiam uma sopa de ervilha, que quando cheguei já estava meio morna.</p>
<p>- Bom dia. Porque não me chamaste para o almoço mãe? – perguntei olhando para ela.</p>
<p>- Achei que não estaria com fome – ela respondeu.</p>
<p>Mas que estranho. Porque eu não estaria com fome? Sempre almoço, independente de como tenha sido a minha noite anterior. E por falar em noite anterior, passei todo o tempo tentando me lembrar de como tinha voltado para casa. Na sexta, cheguei da faculdade e fui direto tomar um uísque com uns amigos num bar. Estávamos bebendo direto na garrafa um litro de Nato Nobilis. Mas tava tudo legal. Não me lembro de ficar mal. Afinal, não me lembro de muita coisa.</p>
<p>Sorvi aquela sopa, e uma incrível dor de cabeça tomou conta de mim. Logo após o almoço, minha mãe me chamou para conversarmos em particular no quarto dela. Nunca é boa a coisa quando a tua mãe te chama para conversar em particular no seu quarto.</p>
<p>- Tu estás bem? – perguntou ela.</p>
<p>- Sim – respondi.</p>
<p>- O que aconteceu ontem à noite?</p>
<p>- Aconteceu nada – um silêncio mortal se apoderou do ambiente, e comecei a me preparar para perguntas mais constrangedoras.</p>
<p>- Me diz uma coisa. Onde está a chave do carro? – perguntou ela.</p>
<p>- Ora. Deve estar lá em baixo, no chaveiro junto com as outras.</p>
<p>- Não está.</p>
<p>- Vou ali ver então – Sai do quarto. Não agüentava mais aquela pressão. Afinal de contas, a chave tinha de estar no chaveiro. Mas eu nem lembrava como tinha voltado pra casa. De fato, no chaveiro ela não estava, e nem sobre os móveis de entrada da casa. Contudo achei a chave reserva. Peguei-a e fui até o carro, que estava na rua. Procurei por tudo dentro do carro e não achei. Olhei no porta-luvas e encontrei uma chave. Graças a Deus eu tinha uma chave. Sabia que não era a chave que estava procurando, mas era uma chave, e isso me bastava.</p>
<p>Fui até a minha mãe e mostrei-a.</p>
<p>- Tava dentro do porta-luvas mãe. Pronto – disse eu.</p>
<p>- Dentro do porta-luvas? E como conseguiste trancar o carro e colocar a chave dentro do porta-luvas? – perguntou ela.</p>
<p>Essa foi difícil. Ela me pegou de jeito. Nem o MacGyver ou o The Flash conseguiriam responder esta.</p>
<p>- Porque tu não começas a me dizer o que aconteceu ontem? Porque o carro estava torto na garagem? Porque havia panos de prato na rua? E aquele aguaceiro no sofá?</p>
<p>Simplesmente eu não tinha o que dizer. De fato, eu não sabia como tinha chegado em casa. Mas como dizer isso para tua mãe. Mas eu tinha de dizer alguma coisa, e não podia mentir. A mãe sempre sabe quando estamos mentindo, no momento que estamos conversando a meio metro de distância, e ela está olhando diretamente para os seus olhos. Não me restou o que fazer senão falar a verdade.</p>
<p>- Mãe, não sei como vim pra casa. Estava bebendo com uns amigos um uísque na frente do bar na Cidade Alta, e não me lembro de mais nada. Só sei que acordei no quarto da minha irmã, deitado de meias.</p>
<p>Pronto. Agora falei. Ela me olhou com uma cara de assombro, e não disse nada. Não tinha como responder a sua pergunta simplesmente porque não me lembrava. Minha salvação, ou a da história, foi a chegada de meu pai. Ele tinha ido a um churrasco e depois foi no banco. Sei que ele entrou no quarto e quebrou o gelo no qual toda a situação se encontrava.</p>
<p>- Como ele tá? – perguntou se referindo a mim &#8211; Já sei de tudo. Não precisa se preocupar. Saindo do banco encontrei uma amiga, que por acaso é mãe de um amigo dele, o Pedrinho – disse meu pai. – O Zé Eduardo (eu) passou mal, e o Pedro e mais uns amigos o levaram para o hospital e depois o trouxeram para casa. Por isso ele não encontrou a chave do carro. Deve estar com um dos amigos.</p>
<p>- Não pai. Não fui para o hospital. Não lembro, mas se fosse teria alguma marca da injeção da insulina. Olha aqui, – mostrei os dois braços – não há nenhuma marca. Sabia disso porque anos atrás já tinha feito uma incursão ao hospital.</p>
<p>Nunca pensei que o meu pai fosse me salvar numa situação dessas. Ele é a pessoa mais antidrogas e bebidas alcoólicas que conheço. E ele chegou rindo. Esclareceu toda a situação e disse – ele só se acedeu um pouco.</p>
<p>Agora só me faltava descobrir com quem tinha ficado a chave do carro, e de fato o que ocorreu naquela noite. A chave estava com o Pedrinho de fato, que esteve quase tão bêbado quanto eu. O resto não posso contar porque não me lembro.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcoutelle.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcoutelle.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcoutelle.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcoutelle.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcoutelle.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcoutelle.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcoutelle.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcoutelle.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcoutelle.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcoutelle.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcoutelle.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcoutelle.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcoutelle.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcoutelle.wordpress.com/70/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=70&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Kirilov e o Suicídio</title>
		<link>http://jcoutelle.wordpress.com/2009/07/09/kirilov-e-o-suicidio/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 02:11:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Eduardo Coutelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho interessantíssima essa passagem do livro Demônios, de Dostoievski. Usei parte dela para redigir a minha reportagem sobre o suicídio que foi veiculado na revista Primeira Impressão do semestre passado. Eis o trecho: Kirilov e o Suicídio &#8211; Fiódor Dostoiévski (Os Demônios) &#8220;- A seu ver, o que impede as pessoas de cometerem suicídio &#8211; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=64&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho interessantíssima essa passagem do livro <em>Demônios</em>, de Dostoievski. Usei parte dela para redigir a minha reportagem sobre o suicídio que foi veiculado na revista Primeira Impressão do semestre passado. Eis o trecho:</p>
<p><span id="more-64"></span></p>
<p><strong>Kirilov e o Suicídio &#8211; Fiódor Dostoiévski (Os Demônios)</strong></p>
<p>&#8220;- A seu ver, o que impede as pessoas de cometerem suicídio &#8211; pergutei. Kírilov olhou distraído, como se tentasse se lembrar do que estávamos falando.<br />
- Eu, eu ainda sei pouco&#8230; dois preconceitos o impedem, duas coisas; só duas; uma, muito pequena, a outra muito grande. Mas até a pequena também é muito grande.<br />
-Qual é a pequena?<br />
- A dor.<br />
- A dor? Será que isso é tão importante&#8230; neste caso?<br />
- De primeiríssima importância. Há duas espécies de suicída: aqueles que se matam ou por uma tristeza ou de raiva, ou por loucura, ou seja lá por que for&#8230; esses se matam de repente. Esses pensam pouco na dor, se matam de repente. E aqueles movidos pela razão &#8211; estes pensam muito.<br />
- E por um acaso há esse tipo que se mata por razão?<br />
- Muitos. Se não houvesse preconceito esse número seria maior; muito maior; seriam todos.<br />
- Mas todos mesmo? Ele fez silêncio -E porventura não há meios de morrer sem dor?<br />
- Imagine &#8211; parou ele diante de mim &#8211; imagine uma pedra do tamanho de uma casa grande; ela está suspensa e você debaixo dela; se lhe cair em cima, na cabeça, sentirá dor?<br />
- Uma pedra do tamanho de uma casa? Claro que dá medo.<br />
- Não estou falando do medo; sentirá dor?<br />
- Uma pedra do tamanho de uma montanha, milhoes de puds (medida antiga, correspondente a 16,3 kg) É claro que não há dor nenhuma.<br />
- Mas se você realmente ficar debaixo, e enquanto ela estiver suspensa, vai ter muito medo de sentir dor. O primeiro cientista, o primeiro doutor, todos sentirão medo. Cada um saberá que não sentirá dor e cada um terá muito medo de sentir dor.<br />
- Bem, e a segunda causa, a grande?<br />
- É o outro mundo.<br />
- Ou seja, o castigo?<br />
- Isso é indiferente. O outro mundo; só o outro mundo.<br />
- Por acaso não há ateus que não acreditam absolutamente no outro mundo? Você não estará julgando por si?<br />
- Ninguém pode julgar senão por si mesmo &#8211; pronunciou ele enrubescendo &#8211; Haverá toda a liberdade quando for indiferente viver ou não viver. Eis o objetivo de tudo.<br />
- Objetivo? Neste caso é possível que ninguém queira viver?<br />
- Ninguém &#8211; pronunciou de modo categórico.<br />
- O homem teme a morte por que ama a vida, eis o meu entendimento &#8211; observei &#8211; e assim a natureza ordenou.<br />
- Isso é vil e aí está todo o engano! &#8211; os olhos dele brilharam &#8211; A vida é dor, a vida é medo, o homem é um infeliz. Hoje tudo é dor e medo. Hoje o homem ama a vida por que ama a dor e o medo. E foi assim que fizeram. Agora a vida se representa como dor e medo, e nisso está todo o engano. Hoje o homem ainda não é aquele homem. Haverá um novo homem, feliz e altivo. Aquele para quem for indiferente viver ou não viver será o novo homem. Quem vencer a dor e o medo, esse mesmo será Deus. E o outro Deus não existirá.<br />
- Então, a seu ver o outro Deus existe mesmo?<br />
- Não existe, mas ele existe. Na pedra não existe dor, mas no medo da pedra existe dor. Deus é a dor do medo da morte. Quem vencer a dor e o medo se tornará Deus. Então haverá uma nova vida, então haverá um novo homem, tudo novo&#8230; Então a história será dividida em duas partes: do gorila à destruição de Deus e da destruição de Deus&#8230;<br />
- Ao gorila?<br />
- À mudança física da terra e do homem. O homem será Deus e mudará fisicamente. O mundo mudará, e as coisas mudarão, e mudarão os pensamentos e todos os sentimentos. O que você acha, então o homem mudará fisicamente?<br />
- Se for indiferente viver ou não viver, todos matarão uns aos outros e eis, talvez, em que haverá a mudança.<br />
- Isso é indiferente. Matarão o engano. Aquele que desejar a liberdade essencial deve atrever-se a matar-se. Aquele que se atreve a matar-se terá descoberto o segredo do engano. Além disso não há liberdade; Nisso está tudo, além disso não há nada. Aquele que se atrever a matar-se será Deus. Hoje qualquer um pode fazê-lo por que não haverá Deus nem haverá nada. Mas ninguém ainda o fez nenhuma vez.<br />
- Houve milhões de suicidas.<br />
- Mas nada com esse fim. Tudo com medo e não com esse fim. Não com o fim de matar o medo. Aquele que se matar apenas para matar o medo imediatamente se tornará Deus.<br />
- Talvez não consiga &#8211; observei.<br />
-Isso é indiferente &#8211; respondeu baixinho, com uma altivez tranquila, quase com desdém. &#8211; Lamento que você pareça estar rindo &#8211; acrescentou meio minuto depois.&#8221;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jcoutelle.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jcoutelle.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jcoutelle.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jcoutelle.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/jcoutelle.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/jcoutelle.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/jcoutelle.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/jcoutelle.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jcoutelle.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jcoutelle.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jcoutelle.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jcoutelle.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jcoutelle.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jcoutelle.wordpress.com/64/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=64&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Maldito tempo</title>
		<link>http://jcoutelle.wordpress.com/2009/07/09/maldito-tempo/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 01:55:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Eduardo Coutelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta quinta de noite está completando o quarto dia consecutivo de chuva intermitente aqui em Santo Antônio. Sinto-me como se estivesse em Londres, considerando apenas o clima, é claro. Faz também exatos quatro dias que uma maldita gripe assola o meu organismo. Se houvesse uma competição mundial de produção de muco, eu venceria facilmente. E [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jcoutelle.wordpress.com&amp;blog=1460280&amp;post=61&amp;subd=jcoutelle&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta quinta de noite está completando o quarto dia consecutivo de chuva intermitente aqui em Santo Antônio. Sinto-me como se estivesse em Londres, considerando apenas o clima, é claro. Faz também exatos quatro dias que uma maldita gripe assola o meu organismo. Se houvesse uma competição mundial de produção de muco, eu venceria facilmente. E como aguentar essa umidade? As paredes perecem estar vivas. Fios de água escorrem por elas dando uma sensação de movimento. Meus amigos inseparáveis chamam-se Sorinan e Superhist. Descobri que tomando dois Superhists juntamente com uma xícara de café eu fico parcialmente chapado. Acredito que seja o mesmo efeito do antidepressivo.</p>
<p>A previsão do tempo diz que domingo fará sol. Nunca li tanto na minha vida como nesses quatro dias. Só ontem, foram 150 páginas do livro <em>Reino do Medo,</em> de Hunter Thompson. Espero terminá-lo amanhã, caso continue chovendo.</p>
<p>Não sei como os eslavos conseguem sobreviver. Imagina um eterno clima frio e úmido. Eu não devia ter nascido no sul. Meus pulmões são fracos, e qualquer inversão de tempo já fico gripado. Vou tomar mais um Superhist. Preciso relaxar.</p>
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